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Saque-aniversário do FGTS já está liberado para nascidos em julho; confira o prazo e as regras

Saque-aniversário do FGTS já está liberado para nascidos em julho; confira o prazo e as regras

Desde a última quarta-feira (1º), trabalhadores nascidos em julho que aderiram ao saque-aniversário do FGTS já podem retirar parte do saldo disponível nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. O prazo para os aniversariantes do mês vai até 30 de setembro de 2026, conforme o calendário divulgado pela Caixa. A modalidade permite que trabalhadores com carteira assinada que optaram pelo saque-aniversário retirem, uma vez por ano, parte do saldo do FGTS no mês de seu aniversário. Para os nascidos em julho, o valor já está liberado dentro do período previsto no cronograma. Além dos nascidos em julho, ainda há prazos em andamento para outros grupos: quem nasceu em maio pode sacar até 31 de julho, e os nascidos em junho têm até 31 de agosto para fazer a retirada. Quem pode sacar O saque-aniversário está disponível apenas para quem optou pela modalidade. Ao aderir, o trabalhador passa a ter direito à retirada anual de parte do saldo, sempre no mês do aniversário e dentro do prazo do calendário. Vale lembrar que a modalidade tem regras próprias: quem opta por ela não pode sacar o valor total do FGTS em caso de demissão sem justa causa, mantendo apenas o direito à multa rescisória, quando devida. Qual valor pode ser retirado O valor liberado depende do saldo disponível nas contas do FGTS. Pela regra da modalidade, a quantia é calculada com base em uma alíquota que varia de 5% a 50%, acrescida de uma parcela adicional conforme a faixa de saldo do trabalhador. Como consultar e sacar Para consultar o valor disponível, o trabalhador deve acessar o aplicativo do FGTS. Depois de verificar a quantia liberada, é possível indicar uma conta bancária, da Caixa ou de outra instituição, para receber o dinheiro, que é liberado em até cinco dias úteis.

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Ocupação de pessoas 60+ sobe 53% em 10 anos; ritmo supera o dos jovens

Ocupação de pessoas 60+ sobe 53% em 10 anos; ritmo supera o dos jovens

O emprego para pessoas com 60 anos ou mais tem crescido no Brasil proporcionalmente mais do que para os demais grupos da população. Essas vagas, porém, vêm acompanhadas de maior informalidade, ou seja, sem carteira assinada e sem proteção trabalhista. Nos últimos dez anos, o número de pessoas 60+ no mercado de trabalho saltou 53%, enquanto essa parcela da população cresceu 37% no mesmo período. Ou seja, o emprego dos idosos avança em ritmo mais acelerado que o próprio envelhecimento da população. A constatação faz parte de estudo divulgado pela empresa de pesquisa e inteligência de dados Nexus. De 2016 a 2025, o número de idosos no país passou de 25,8 milhões para 35,2 milhões — de 13% para 17% da população. Nesse intervalo, o contingente de trabalhadores 60+ subiu de 5,7 milhões para quase 8,8 milhões. No fim do ano passado, uma em cada quatro pessoas 60+ (25%) estava ocupada, contra 22% em 2016 — a maior taxa da década. Copo meio cheio, meio vazio O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, avalia os resultados como um “copo meio cheio, meio vazio”. “Por um lado, a gente pode celebrar o fato de que as pessoas quando chegam aos 60, 70 anos, ainda estão com uma capacidade ativa para o trabalho”, disse à Agência Brasil. “A pessoa que tem 75 anos de idade que, em tese, já deveria estar gozando da sua aposentadoria e muitas vezes precisa continuar trabalhando provavelmente para complementar a sua renda”, afirma. Segundo Tokarski, a reforma da Previdência de 2019 é um dos fatores que ajudam a explicar o aumento de pessoas 60+ no mercado. “A última reforma da Previdência subiu a idade mínima e também o tempo de contribuição, isso força as pessoas a trabalharem mais”, analisa. O levantamento foi feito com base na Pnad Contínua do IBGE. Informalidade O estudo apontou que, para mais da metade (53%) dos 60+ no mercado de trabalho, a informalidade é uma realidade superior à de outros grupos. Na população geral o índice é de 38% e, entre os jovens de 18 a 24 anos, de 41%. Na informalidade, os trabalhadores não têm garantidos direitos como férias, contribuição à Previdência e décimo terceiro salário. “Um público que não pode se dar ao luxo de permanecer desocupado. Enquanto o jovem, muitas vezes, consegue focar nos estudos ou prolongar a busca pela vaga ideal, o 60+ migra rapidamente para a informalidade”, avalia Tokarski. Uma das conclusões da pesquisa é que a sustentabilidade econômica do país passa a depender de políticas públicas de incentivo à formalização e de uma revisão das estruturas corporativas de ergonomia, benefícios e inclusão entre gerações.

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Desenrola Adimplentes reconhece os bons pagadores

Desenrola Adimplentes reconhece os bons pagadores

Medida lançada pelo governo federal, o Desenrola Adimplentes possibilita taxas de juros mais baixas para evitar a inadimplência e ampliar o acesso ao crédito de forma mais sustentável, beneficiando especialmente os empreendedores informais. O objetivo é oferecer condições mais favoráveis para a reorganização financeira e a preservação da capacidade de pagamento desse público. Os trabalhadores informais passam a contar com uma linha de crédito de 1,99% ao mês — que antes variava entre 6% e 12% ao mês. Para participar, o saldo da dívida deve ser igual ou inferior a R$ 15 mil e ter ao menos quatro parcelas já pagas. “Tivemos a menor taxa de desemprego dos últimos 14 anos, de 5,6%. E, no acumulado de 2026, já foram abertos mais de 2.500 novos negócios. A economia continua aquecida e com indicadores positivos”, afirma o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares. Soares reconhece que o empreendedorismo informal ainda é uma realidade, apesar de uma ligeira queda. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), no trimestre encerrado em janeiro a proporção de trabalhadores informais na população ocupada foi de 37,5%, a menor desde julho de 2020, o equivalente a 38,5 milhões de pessoas. No trimestre anterior, o índice era de 37,8% e, no mesmo período de 2024, de 38,4%. “Essa medida é importante porque traz visibilidade a esse público e possibilita que eles possam respirar e ter mais tranquilidade para quitar suas dívidas. Além disso, o Sebrae trabalha para impulsionar a formalização desse público e garantir mais qualidade de vida e possibilidade de ampliar seus ganhos”, ressalta o presidente do Sebrae.

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Governo lança Fies Empreendedor com crédito para quem manteve o financiamento em dia

Governo lança Fies Empreendedor com crédito para quem manteve o financiamento em dia

O Governo Federal anunciou o lançamento do Fies Empreendedor, uma nova linha de crédito voltada a beneficiários adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que queiram investir em atividades empreendedoras. A iniciativa foi apresentada no Palácio do Planalto por meio de Medida Provisória, ao lado de outras ações de ampliação do acesso ao crédito e de incentivo à adimplência. A modalidade é destinada a ex-estudantes que estão na fase de amortização do financiamento estudantil e mantiveram histórico regular de pagamentos. A proposta é oferecer condições diferenciadas para apoiar a abertura ou a expansão de negócios, sem alterar as regras do contrato original do Fies. Segundo o governo, o programa não prevê perdão, renegociação ou desconto das dívidas do financiamento estudantil. Trata-se apenas da oferta de uma nova linha de crédito para quem cumpre os requisitos estabelecidos. Quem pode contratar O Fies Empreendedor é voltado a beneficiários que estejam quitando o financiamento e tenham mantido a adimplência. Para solicitar o crédito, é preciso ter pago pontualmente as últimas 36 parcelas do Fies, sem registro de renegociação nesse período. A linha pode ser contratada por pessoas físicas ou jurídicas, desde que, no caso das empresas, ao menos um dos sócios seja beneficiário do Fies e cumpra os critérios de adimplência. O governo estima um universo potencial de cerca de 500 mil beneficiários adimplentes, com expectativa inicial de atender entre 50 mil e 125 mil pessoas. Valores, juros e prazos Para pessoas físicas, o limite de contratação será de até R$ 80 mil, com prazo máximo de 60 meses, incluindo até seis meses de carência. Para pessoas jurídicas, o valor pode chegar a R$ 180 mil, com prazo de até 96 meses e também até seis meses de carência. A taxa de juros foi fixada em 0,87% ao mês, equivalente a cerca de 11% ao ano. As operações terão cobertura integral do Fundo Garantidor de Operações (FGO), que reduz o risco das instituições financeiras e facilita a concessão do crédito. Estímulo ao empreendedorismo De acordo com o governo, o Fies Empreendedor busca ampliar as oportunidades para profissionais recém-formados ou já no mercado que pretendam abrir ou fortalecer um negócio próprio, usando o bom histórico de pagamento como requisito de acesso a condições mais favoráveis. Boa parte dos potenciais beneficiários já possui CNPJ ativo, o que indica demanda por capital de giro e investimentos. Outras medidas de crédito Além do Fies Empreendedor, o governo apresentou o Desenrola Adimplentes, voltado a trabalhadores informais com bom histórico de pagamento ou com operações em atraso de até 90 dias, e regulamentou o uso do saldo do FGTS como garantia no crédito consignado privado para trabalhadores com carteira assinada — nesse caso, com taxa máxima de 1,99% ao mês. Para os contadores, a nova linha pode representar uma alternativa de financiamento para clientes que estão iniciando ou expandindo atividades empresariais.

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De ferry boat ou a meia hora da cidade: turismo de proximidade impulsiona pequenos negócios

De ferry boat ou a meia hora da cidade: turismo de proximidade impulsiona pequenos negócios

No lugar de viagens longas, mais caras e demoradas, muitos brasileiros têm preferido experiências a poucos quilômetros de casa. Atento a esse movimento, o Sebrae vem ampliando o apoio a empreendedores rurais que enxergam no turismo uma oportunidade de diversificar a renda e atrair visitantes em busca de natureza, descanso e convívio familiar. A tendência, conhecida como turismo de proximidade, fortalece pequenos negócios no entorno das grandes cidades e movimenta economias locais em todo o país. O trabalho do Sebrae abrange desde a formalização dos empreendimentos até a estruturação de produtos turísticos, consultorias em inovação, posicionamento digital, acesso a mercados e adequação às exigências do setor. A meta é transformar propriedades rurais, sítios, fazendas e áreas naturais em destinos preparados para receber um público cada vez mais interessado em experiências autênticas e acessíveis. Para Ana Clévia Guerreiro, coordenadora de Comércio, Serviços e Economias de Futuro do Sebrae, a procura por destinos próximos reflete uma mudança de comportamento dos consumidores. “O turismo de proximidade ganha espaço tanto pelo custo das passagens aéreas quanto por uma valorização maior da convivência, da família e dos momentos compartilhados. As pessoas querem viver experiências significativas sem precisar ir para longe”, afirma. “Isso gera oportunidades para negócios localizados em áreas rurais próximas aos grandes centros urbanos e fortalece a economia de municípios menores.” Os resultados aparecem em diferentes regiões do país. Na Bahia, o Hotel Fazenda Recanto fica a cerca de 60 quilômetros de Salvador — uma viagem de aproximadamente 1h50, incluindo a travessia de ferry boat pela Baía de Todos-os-Santos. A proximidade tem atraído famílias interessadas em trocar o ritmo acelerado da capital por dias de contato com o manguezal, animais de fazenda, trilhas e atividades ao ar livre. “Percebemos um aumento na procura por hospedagens mais longas e por experiências ligadas às raízes rurais, ao conhecimento da produção de alimentos e ao contato com os animais. As famílias querem passar mais tempo em contato com a natureza, longe do barulho e da correria das cidades”, relata a empresária Tânia Márcia de Andrade. Ela ressalta que o Sebrae tem sido parceiro na qualificação dos empreendedores do turismo rural, por meio de capacitações, imersões, encontros e ações voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva do setor. No Paraná, a empreendedora Sônia Beatriz de Paula relata uma realidade semelhante. A apenas 35 minutos do centro de Curitiba, a Estância Carmello transformou uma área de Mata Atlântica preservada em um refúgio para famílias que desejam desacelerar sem percorrer grandes distâncias. Ela também destaca o apoio do Sebrae na gestão, capacitação e posicionamento do empreendimento. “Hoje existe uma necessidade muito maior de estar próximo da natureza. As pessoas passam a semana inteira cercadas por concreto, trânsito e tecnologia. Quando chegam aqui, encontram o canto dos pássaros, o céu estrelado e a oportunidade de viver em família experiências que antes faziam parte da infância de muitos brasileiros”, afirma Sônia.

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Sebrae lança projeto para fortalecer pequenos negócios da classe C

Sebrae lança projeto para fortalecer pequenos negócios da classe C

Com o objetivo de fortalecer os pequenos negócios da classe C, sobretudo nas periferias urbanas, o Sebrae lançou, no dia 30 de junho, no Theatro Municipal de Niterói, o Projeto Potência Empreendedora. Entre as principais ações da iniciativa está o Cartão do Empreendedor, criado para dar mais visibilidade e ampliar o acesso a benefícios para esse público. Voltado inicialmente ao microempreendedor individual (MEI), o cartão servirá para identificar o empreendedor e facilitar seu acesso a serviços, capacitações, crédito e políticas públicas. Tanto o cartão quanto o projeto nascem de um estudo inédito do Sebrae em parceria com o Instituto Locomotiva, que mapeou os principais desafios dos empreendedores da classe C. Apesar de sua relevância econômica, 78% desse público não se sentem reconhecidos pelo poder público como empreendedores. A burocracia aparece como um dos maiores obstáculos ao crescimento, ao lado da carga de impostos e da dificuldade de acesso ao crédito. Não à toa, 70% dos informais afirmam que não desejam ter CNPJ. Diante desse cenário, o Projeto Potência Empreendedora foi estruturado como uma ação piloto de abordagem integrada, unindo mobilização local, capacitação, fortalecimento de redes de apoio e ampliação de conexões. A proposta é criar condições para que os empreendedores da classe C tenham mais oportunidades de crescimento, maior reconhecimento e acesso facilitado aos recursos necessários para desenvolver seus negócios. O evento de lançamento em Niterói reuniu autoridades federais, estaduais e municipais, além de representantes do setor produtivo e de instituições parceiras.

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